sábado, 11 de janeiro de 2014

A Técnica Pé-na-Porta, ou, "Como induzir as pessoas a fazerem o que você quer".

"A técnica pé-na-porta é uma tática de submissão que envolve ter outra pessoa a aceitar uma requisição maior primeiramente por prepará-las fazendo-as aceitar uma requisição menor. A técnica Pé-na-porta é bem sucedida devido a uma realidade social humana que os cientistas chamam de "Aproximação sucessiva". Essencialmente, quanto mais um sujeito aceita pequenos pedidos ou compromissos, mais provável será dele continuar na direção desejada de mudança de atitude ou comportamento, e dele se sentir obrigado em continuar em aceitar pedidos maiores. PNP funciona primeiro conquistando um pequeno "sim", e então conquistando "sim" ainda maiores." 
Tradução de: http://en.wikipedia.org/wiki/Foot-in-the-door_technique
Explicação de como cultos funcionam prendendo pessoas dentro deles em poucas palavras. Use essa tática extensamente se você precisa prender pessoas na sua empresa/culto/ideologia/grupo de amigos. É a tática de grupos sem expressão de tentarem, sem agredir o adversário mostrando claramente os seus dogmas, de convencer novas pessoas para dentro de seu grupo. A igreja da Scientologia faz uso disso extensamente de acordo com que seus ex-membros alegam.

Tal tática deixa pastores apavorados (apesar deles mesmos a usarem) porque mostra como a tática pode ser usada fora do templo. Também é bem conhecida de líderes de qualquer outra organização, que sabe que influência externa pode destruir o grupo, e começa bem devagar.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Mapa da Floresta da Tijuca

Uma das minhas maiores frustrações quando me preparo para explorar a floresta da Tijuca no Rio, é tentar encontrar um mapa do parque que me permita explorar de verdade o que o parque tem. Visitei o parque novamente nesse fim de semana, e fiquei uma hora pelo celular no Google tentando encontrar um mapa que me satisfizesse. Eu tenho um mapa em casa que a anos atrás comprei no centro de visitantes do parque... o mapa é muito bom e estou disponibilizando ele aqui. Pensei que apesar de não ter encontrado na internet conseguiria comprar ele de novo no centro de visitantes e me enganei.

O mapa que eles disponibilizam de graça lá não possui muitas das trilhas e picos "alternativos" como o pico do Anhanguera. Chegando em casa busquei o mapa antigo e o encontrei e escaneei logo antes que ele se desfaça em pedaços.

Aviso que o mapa não foi feito por mim, mas pelo http://terrabrasil.org.br/, então se eles ainda venderem o tal mapa, me desculpem mas eu preciso disponibilizar ele aqui porque eles não facilitaram o acesso a ele.



quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Não mijem na parede, assim disse o Senhor

A Bíblia que você lê, não é a original.

1ª Reis 14:10:

Versão na Bíblia Almeida Corrigida Revisada Fiel:
"Portanto, eis que trarei mal sobre a casa de Jeroboão; destruirei de Jeroboão todo o homem até ao menino, tanto o escravo como o livre em Israel; e lançarei fora os descendentes da casa de Jeroboão, como se lança fora o esterco, até que de todo se acabe."

A ACF é a versão que eu acho que é a mais comum entre protestantes aqui no Brasil... mas é isso que foi escrito na original?

Vamos voltar um pouco no tempo, e ir até por exemplo a Bíblia do Rei Jaime, que é 96% cópia da Bíblia de Tyndale, que foi inspirada na Bíblia em alemão de Martinho Lutero de 1522 ... que eu não tenho certeza, mas acho que seu antigo testamento veio da Vulgata... Eu não sei ler hebreu... mas segundo Bart Ehrman, esse trecho da Rei Jaime é igual a mais antiga em Hebreu:

"Therefore, behold, I will bring evil upon the house of Jeroboam, and will cut off from Jeroboam him that pisseth against the wall, {and} him that is shut up and left in Israel, and will take away the remnant of the house of Jeroboam, as a man taketh away dung, till it be all gone."

> "will cut off from Jeroboam him that pisseth against the wall"
> "vou cortar fora de Jeroboão todo aquele que mijar na parede"

O que significa basicamente que Deus vai cortar o pinto matar todo mundo que mijar na parede. Assim disse o senhor... então não escutem os protestantes heréticos e suas interpretações modernas feitas somente porque eles tem preguiça pra encontrar o banheiro! Deus não gosta que mijem na parede!


Correção: Eu assumi que a passagem dizia que ia cortar o pinto dos homens, mas na verdade ele vai é matar os homens, e não as mulheres... porque mulheres não mijam na parede sacou? Então é isso. Falha nossa. Mas Deus ainda detesta quem mija na parede, e vai matar. O pinto morre junto.

Fontes:

http://www.bibliaonline.com.br/acf/1rs/14
http://youtu.be/ehnEZtqj2Mo?t=37m50s
http://en.wikipedia.org/wiki/Luther_Bible
http://en.wikipedia.org/wiki/Tyndale_Bible

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Interpolações Paulinas


Esta é uma tradução deste post de Richard Carrier, do blog dele, de 1º de Junho de 2011.

No Novo Testamento, pelo menos duas passagens foram interpoladas
nas cartas de Paulo: 1 Tessalonicenses 2:13-16 e 1 Coríntios 14:34-35. Hoje eu vou apresentar as evidências a essa conclusão que a maioria dos especialistas sabem sobre, mas a maioria dos leigos não conhece.

Para aqueles que não são íntimos das escrituras antigas (chamada crítica textual), uma interpolação é uma palavra ou passagem que foi adicionada ao texto depois que ele foi escrito e disseminado, adicionado claro por alguém além do autor, que deseja passar aquele texto "interpolado" como sendo o do autor (ou, frequentemente, essa inserção acontece por acidente--mas não é o caso aqui). Nós temos centenas e centenas de exemplos de interpolações nos manuscritos bíblicos (a maioria destas nós não escutamos sobre, porque elas são tão óbvias interpolações que elas não estão mais na sua Bíblia porque foram excluídas por estudiosos modernos, ou nunca entraram nela porque nossas Bíblias vieram de apenas uma das várias linhas de tradição textual, cada linha interpolando suas prórpias palavras e passagens como loucas). Por exemplos e discussões (E livros para consultar) veja meu slideshow (PDF) para o debate Carrier-Holding (e para os mais escandalosos exemplos, veja meu trabalho sobre Marcos 16:9-20).

terça-feira, 9 de julho de 2013

Ben Goldacre - Não me Emburreça

Traduzido deste post de Ben Goldacre para o The Guardian, em 8 de setembro de 2005.

 

Nós rimos, nós choramos, nós aprendemos sobre estatísticas ... Ben Goldacre em porque escrever em Bad Science aumentou a sua suspeita da mídia por, ooh, muitos porcentos.


OK, aqui vai algo estranho. Toda semana em Bad Science, nós, ou vitimamos algum óbvio charlatanismo pseudocientífico, ou uma grande notícia científica em jornais nacionais. Agora, me diga, porque esses dois grupos estão sendo mencionados ao mesmo tempo? Porque a ciência na mídia é tão frequentemente sem propósito, simplística, chata, ou simplesmente errada? Como um pequeno Darwin, eu estive coletando espécimes, fazendo cuidadosas observações, e agora eu estou pronto para apresentar a minha teoria.

É a minha hipótese que nas escolhas das suas histórias, e na maneira que eles as cobrem, a mídia cria uma paródia da ciência, por conta própria. Então eles atacam esta paródia como se eles estivessem criticando a ciência. Nesta semana nós tiramos nossas luvas e escrevemos bastante.

domingo, 23 de junho de 2013

A tímida, mas real, melhora da igualdade de salários dos pedreiros.

TLDR: Igualdade social está vindo, e quem está empacado-a são os próprios capitalistas.
INB4: ANARCAP FDP!

Pequeno diálogo que presenciei:

Arquiteto: Quanto você me cobra para o trabalho?
Peão: A diária é 150,00.
Arquiteto: Mas como eu posso pagar isso? Isso significa que você por mês ganha mais do que eu nesse projeto! (Se ele trabalhar todos os dias)

quarta-feira, 13 de março de 2013

Barco Fantasma

Quando ouvimos sobre Barcos fantasmas como o Holandês Voador, Octavius ou a Mary Celeste, sempre pensamos em histórias fantásticas envoltas de mistérios e possibilidades de explicações somente limitadas pela nossa imaginação, sempre com um romantismo de se imaginar um propósito incrível com heróis imaginários com destinos infelizes mas memoráveis. Um exemplo famoso é o da lenda do Octávius, que recorrente é replicada para outros barcos fantasmas. A lenda é contada mais ou menos assim: o barco é descoberto no meio do gelo, e o capitão é encontrado em sua cabine congelado, ainda com a pena na mão e o texto escrito no último suspiro informando na data de 11 de novembro de 1762, que o navio estava perdido no Ártico a 13 anos; O capitão era o último sobrevivente de uma tripulação que resistiu bravamente.

Mas nem sempre a história é assim.

Kaz II é também conhecido como o Iate fantasma. Ele foi encontrado a deriva na costa da Austrália, misteriosamente sem seus 3 tripulantes. Quando uma equipe de resgate abordou o iate, eles o descreveram assim:

"O que eles acharam estranho foi que tudo estava normal; Só não havia nenhum sinal da tripulação." - John Hall. Gerente do escritório de emergências de Queensland.

Qualquer pessoa normal naturalmente assumiria a explicação usual: ALIENS. Mas é aí que a trupe de estraga prazeres conhecidos como investigadores forenses entram em ação para dar uma outra explicação mais mundana.

A investigação oficial concluiu que um dos tripulantes enquanto tentava trocar a isca de sua vara de pescar, acidentamente caiu do barco. Outro tripulante mergulhou no mar para ajudar o irmão, enquanto outro manejava o barco - é importante mencionar que os 3 eram terríveis nadadores. O terceiro tripulantes liga o barco, e assim que ele deixa o leme para desarmar as velas, um desvio de vento facilmente deve ter causado um balanço e jogado o terceiro homem ao mar. Porque o barco estava navegando ao vento, e a velocidades de 15 nós (28 Km/h), o barco se afastou deles em segundos.

É como um episódio de os três patetas, mas com um final mórbido (Nenhum dos 3 corpos nunca foram encontrados), e com óbvias lições de segurança de navegação, e uma outra: a de que antes de assumirmos uma explicação extrardinária, ou heróica, precisamos nos certificar que não é só mais um caso de idiotice.

Fontes:
http://en.wikipedia.org/wiki/Kaz_II
http://www.guardian.co.uk/world/2007/apr/20/australia.barbaramcmahon

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

O Foguete de Pacal e Aliens Antigos


Ceticismo não serve pra tirar o pirulito das mãos da pessoas, mas para evitar que o que é imaginação, ameasse o nosso entendimento sobre o mundo real e a nossa história.

O Foguete de Pacal é um dos argumentos mais famosos de teóricos de Aliens Antigos (que eu vou chamar de AAs), principalmente Eric Von Daniken, autor do famoso livro "Eram Deuses Astronautas?".

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

O ataque falho ao racismo enrustido.


Você vê pessoas publicamento, pela televisão, livros, papers, jornais, filmes, defenderem publicamente o racismo? Não. Porém eu e você concordamos que assistimos pequenas pessoas no nosso dia-a-dia defenderem abertamente isso, prejudicando profissionalmente outros indivíduos, e implicitando certas discriminações enrustidas em discursos públicos. Essas pessoas ao serem denunciadas são corrigidas, e isso está certo. Eu defendo essas pessoas de defenderem suas idéias, apesar de não defender suas atitudes, porque elas serão corretamente corrigidas, convencidas do contrário ou inclusive até mesmo punidas juridicamente por essas atitudes se não se corrigirem.

O que parece incorreto e desproporcional na minha opinião porém é procurar de forma paranoica e conspiratória de que pessoas e organizações escondidas estão promovendo o racismo conscientemente. O correto é sermos conscientes de que o racismo do sistema é uma herança social, as quais as pessoas estão sendo omissas em atacar, e não que eles estão lutando positivamente para estabelecer.

domingo, 1 de julho de 2012

Procriadores Alpha, criadores Beta.

Vamos supor um simples cenário, e nele certas diferenças limítrofes serão feitas para fins de argumento. Isso significa que o suposto universo do cenário é mais preto e branco do que a realidade.
Uma linda mulher, que não é necessariamente nem alfa nem beta, conhece um homem, do tipo macho alfa. Esse homem não precisa ser necessariamente belo, porém como em todo alfa, suas características físicas ou de personalidade dão a ele certa prioridade de escolha na seleção sexual. Do fruto deste encontro surge um filho(a).
Machos alfa são estatisticamente parceiros ruins, e isso pode ser explicado por várias causas, como o fato de mulheres pagarem mais na reprodução (meses de gestação) e por isso tendem a serem mais fies, e requerem parceiros fies para garantir a sobrevivência da prole. Homens não tendem a serem fies porque pagam menos na reprodução (basta uma noite de sexo e o trabalho está pronto), o que se manifesta mais forte num alfa já que ele possui preferência entre as fêmeas em comparação com outros machos.
Porque o homem é um pior parceiro, ou porque a fêmea levada pelo instinto, se uniu ao homem cedo demais, ambos se separam.
A Mulher, por necessitar de afeto e de proteção de seu filho(a), ambos determinados pelo instinto, é guiada a se unir a um macho beta, e este assume a guarda do filho(a), e por não ter preferência na seleção sexual, tende a valorizar mais a parceria com uma bela mulher que não lhe daria prioridade em outro caso.

Respostas prontas e simples para perguntas comuns

Você é (ateu|cético)? Então você não acredita em nada?
Resposta: Existe mais coisas além de (inserir religião ou pseudo-ciência do inquisidor). E ceticismo e cinismo são coisas diferentes.


Se você não adora a (figura de autoridade absoluta do inquisidor), então adora a si mesmo, ou a dinheiro. Nós sempre adoramos alguma coisa, não é?
Resposta: Falsa dicotomia. Nada precisa ser adorado.

sexta-feira, 16 de março de 2012

O Instinto da Censura. Extraído de um discurso de Christopher Hitchens

Acerca desse instinto sensorial: nós basicamente já sabemos o que precisamos saber, e nós já o sabemos a um longo tempo, ela vem na forma de uma velha história, denovo um grande Inglês (..) Dr. Samuel Johnson, o autor do primeiro grande dicionário da língua inglesa. Quando este foi completado, ele foi aguardado por várias delegações de pessoas para congratulá-lo, (..) também por uma delegação de respeitáveis senhoras de Londres (..). Dr. Johnson, elas disseram: "estamos encantadas em descobrir que você não incluiu nenhuma indecência ou palavras obcenas no seu dicionário."

"Senhoras, disse Dr. Johnson, "Eu posso parabenizá-las em serem capazes de procurarem por elas.

Qualquer um que é capaz de entender essa piada, entendeu o ponto sobre a censura, especialmente pela restrição por antecipação, que como é sabido nos Estados Unidos é banida pela primeira emenda da sua Constituição. Não é possível determinar antecipadamente que palavras são aptas ou inaptas. Ninguém possui o conhecimento que seria necessário para fazer esse julgamento - e mais importante - é suspeito os motivos daqueles que o fazem. Particularmente aqueles que estão determinados a ficarem ofendidos, aqueles que vão através de uma casa de tesouros da língua inglesa (..) em busca de palavras sujas, para satisfazerem a si e algum instinto sobre a qual eu não ouso especular...

- Christopher Hitchens, durante discurso no Canadá em 2006 sobre liberdade de expressão.

O trecho traduzido está no fim do vídeo acima.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Ateus discutindo moralismo na ATEA

Tive uma discussão produtiva hoje na página da ATEA no facebook, e quero registrar aqui caso a discussão suma na nuvem de discussões do site da ATEA:
A discussão está em:  http://www.facebook.com/ATEA.ORG.BR/posts/281203301933479

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Reinstalando o Firmware do SmartQ N7

Depois de deixar o meu tablet SmartQ N7 na mão dos meus primos (todos os 4 menores de 10 anos) brincando com uns jogos que instalei, eles me devolveram o bichinho sem funcionar. Aparentemente o botão de desligar travou, ligando-o e desligando-o contínuamente, ferrando de alguma forma com o sistema Android, o que o fazia parar de iniciar corretamente, e avisando que vários aplicativos estavam falhando e me pedindo eternamente para forçar o fechamento deles. Minha filosofia com tecnologia é que se um aparelho não aguenta na mão de uma criança, então ele realmente não bem feito e testado... então eu engoli e levei na boa que eles haviam quebrado o bichinho(tive que voltar de São Paulo pro Rio sem poder me entreter nele) e tenho estado sem o meu tablet já faz quase 2 semanas.

 Depois de superar a revolta reprimida de ter "perdido" o meu tablet, eu comecei a fuçar como resolver o problema. O SmartQ N7 tem um problema sério, e não é do aparelho em si, a Smart Devices na China parece ignorar que jamais fez esse aparelho, e o seu site carece de suporte... então depois de muito sofrer para descobrir como resolver o problema, estou publicando como fiz aqui:
  1. O que eu fiz foi reinstalar o firmware do aparelho, primeiro baixando o firmware aqui (Firmware SmartQN7_Android2.1_V1.0). Não encontrei atualização pro Android 2.2, e parece que eles não vão lançá-lo .
  2. Depois descomprima-o e copie o arquivo "SmartQN7_AD" para o cartão de memória, se não tiver um cartão de memória eu não sei como fazer o resto do processo, então recomento comprar um.
  3. Desligue o N7 e apertando o volume para aumentar, aperte o botão de ligar. Aperte os dois juntos e aguarde, um ícone roxo/azul aparecerá dizendo que o processo de upgrade do firmware ocorrerá(Segurando o '-" do volume junto com o power ativa o ajuste de toque de tela).
  4. Apenas aguarde que o aparelho vai iniciar o processo de limpeza do aparelho, e vai deixar tudo como ele era quando você o comprou. Somente o conteúdo do aparelho vai ser resetado, e não o conteúdo do cartão de memória, então não se preocupe que nada no cartão será perdido.
Parece que mesmo se a SmartDevices fornecer uma atualização, todas as configurações do aparelho serão resetadas, já que o processo de reinstalação e upgrade são os mesmos neste aparelho, e no meu caso tudo foi resetado, então fica o alerta.

O meu voltou a funcionar perfeitamente, tirando o inconveniente ele resiste bem fisicamente na mão de crianças, exceto pelo defeitinho do botão de força. O SmartQ N7 está pronto para mais um round de testes na mão de curiosos, crianças ou não.

sábado, 19 de novembro de 2011

Deus existe porquê... #2 Porque sim!

"Porque sim", claro, nem parece uma resposta, apesar disso ainda sim é uma resposta ouvida comumente. Eu assumo que essa resposta não é pronunciada desonestamente, e especulo do porque dela. A resposta é uma tautologia, ela existe e é prova dela mesma: Deus existe porque ele existe. Bem, se eu vejo hoje o contrário, então obviamente o ônus da prova está comigo e outros ateus, já que a crença em Deus é natural, e afirmar o contrário precisaria de uma comprovação.

Daí eu tiro a explicação do porque da resposta curta do "sim porque sim", já que na vista do crente é natural crer na existência e na validade do teísmo, já que naturalmente se crê. A premissa, porém, está incorreta. Crer em Deus não é natural, ao contrário do que superficialmente se percebe. Um recém nascido não naturalmente crê, nem precisa crer, em uma divindade, essa asserção vem da presunção de que todas as sociedades humanas possuem ou possuíram uma divindade, e por isso haveria indícios de que uma divindade nos desenhou com essa necessidade.

Se alguém crê nessa característica humana, é certo afirmar que ela também vai crer que a divindade desenhou o homem assim, pois a outra posição é incorreta de afirmar que porque o homem naturalmente crê, naturalmente uma divindade existe, se o homem naturalmente crê, isso não pode ser acidente para o crente, isso deve fazer parte do projeto divino. Apesar disso, essa é a base do argumento cosmológico da causalidade, onde se algo existe, ela em si prova o design. Assim sendo: se tudo existe, tudo teve que ser criado por algo ou alguém. Esse argumento é conhecido também como Argumento Cosmológico de Kalam.

Nem todas as sociedades humanas creem em uma divindade transcendental. Historicamente falando, a maioria creu em religiões, mas apesar disso, nem todas essas religiões possuíam Deuses, e posso dar alguns exemplos como o budismo(600 AC), confucionismo(500 AC), taoísmo(200 AC), jainismo(800 AC), nos mostrando que apesar do surgimento do dogmatismo ou da fé, Deus não está embutido na natureza do homem, e por isso não existe sempre em todas as sociedades humanas.

Então porque da resposta curta que não responde a nada? Porque como em todas as tradições humanas, costumes e crenças são passadas de pai para filho, e assim a ilusão de que essas verdades herdadas são absolutas é plantada, não por um ser sobrenatural, mas pelos nossos antepassados. O que demostra novamente a força da tradição e do dogmatismo, mas não de uma divindade. Isso ocorre é claro, somente em sociedades teístas, e não com sociedades seculares.

Se crer em um Deus não é natural, então a posição natural é o ateísmo, que é a posição fora da crença em um Deus, trazendo novamente o ônus da prova para aqueles que creem em divindades.

Saber que crer em Deus não é natural, não é nada novo para as religiões, principalmente para as abraâmicas, já que desde pequenas as crianças são divididas e taxadas segundo a tradição de seus pais, fazendo até com que tais costumes sejam confundidos com características raciais, exemplo disso são os muçulmanos que se defendem de ateus e outras religiões acusando-os de racistas. A separação das crianças desde jovens é ensinada inclusive dentro de suas doutrinas, como podemos observar na Bíblia:
"Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele." Provérbios 22,6
Isso nos demonstra, até mesmo dentro da religião que se precisa doutrinar desde jovem para se crer, pois a crença não é natural, sendo essa ausência de crença vista ainda como um desvio moral natural, ou "pecado". Isso contrasta com outras passagens como:
"Depois trouxeram crianças a Jesus, para que lhes impusesse as mãos e orasse por elas. Mas os discípulos os repreendiam. Então disse Jesus: “Deixem vir a mim as crianças e não as impeçam; pois o Reino dos céus pertence aos que são semelhantes a elas”. Depois de lhes impor as mãos, partiu dali."  Mateus 19:13-15
Que nos mostra como a confusão é instalada nas pessoas religiosas desde jovens, já que elas ao mesmo tempo são, e não são puras aos olhos, não de um deus, mas dos seus próprios pais.

Referências
Wikipedia: kalam cosmological argument - http://en.wikipedia.org/wiki/Kalām_cosmological_argument
Wikipedia: Jainismo - http://pt.wikipedia.org/wiki/Jainismo
Youtube: William Lane Criag e o Argumento Cosmológico de Kalam - http://youtu.be/dVsA4Cj_Q6c

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Deus existe porquê... #1 Senão não teríamos moral! (Moral Objetiva e Secular)

Continuando o post anterior.

Premissa #1: Se Deus não existe, moral objetiva e deveres não existem.
O contrário dessa premissa estaria correta? "Se a moral objetiva e deveres não existem então Deus não existe."? Não, não está correta, um Deus ainda poderia existir, porém não seria o ditador das religiões Teístas. Por isso podemos ainda inferir que se uma moral objetiva não existisse, então Yahweh, por não termos suas leis perfeitas, ou é incompetente para nos dizê-las, ou não existe.
Pode-se discordar porém, pois nós temos escrituras sagradas que possuem mandamentos, e estes mandamentos são perfeitos. Estes mandamentos estão longe de serem perfeitos, e se foram inspirados por um Deus perfeito, eu duvido muito, pois a qualidade destes são alcançados por qualquer um ser não-perfeito. Então porque segui-las?

Seres humanos hoje são capazes(e talvez sempre foram) de criar leis e princípios muito melhores por conta própria, e até mesmo os crentes se usam destas ferramentas naturais para tal fim. Podemos observar isso nos malabarismos dos apologistas cristãos que fazem grande esforço para racionalizarem o antigo testamento e seus 613 mandamentos. Porque tentar interpretar leis perfeitas? A comum resposta para passagens sobre escravidão, genocídio, estupro, genofobia e misoginia é que as passagens são comumente lidas fora de contexto, como se possivelmente existisse contexto onde tais atos fossem justificados. Se estas passagens estão lá, e são os mandamentos de Deus, então elas devem ser cumpridas segundo o antigo e o novo testamento(Mateus 5:17-18), porém nem mesmo os crentes a cumprem, nos revelando que tais leis ou não são perfeitas, ou foram criadas em outro contexto histórico onde elas fossem aceitas, e por isso foram abolidas.

Afirmar porém que Jesus trouxe uma nova aliança (Hebreus 7:18-19) é o mesmo que afirmar que o próprio Deus onisciente, onipotente e onipresente é incompetente para saber o que é certo e errado, e saber a verdadeira origem da moral, e por isso errou da primeira vez que tentou ditar o certo e errado, e assim desistiu e liberou a moral subjetiva pelo sacrifício de seu filho para si próprio.

Contexto histórico de uma sociedade influenciando na sua moral é incompatível com a definição do que é uma moral objetiva, nos demonstrando que a moral atual e antiga está mais voltada para uma relatividade e subjetividade, culminando hoje na moral secular moderna. A moral objetiva é inexistente, e se ela o é, também é inválida a autoridade de todos os mandamentos provindos do divino, e não somente isso, mas segundo nosso contexto histórico atual, como a maioria dos crente intimamente concorda, os mandamentos em sua totalidade é maligna, pois nenhum cristão moderado venderia sua filha como escrava(Êxodo 21:7-11), nem estupraria uma mulher para assim obrigá-la a casar com ele. Pode-se sim afirmar que há mandamentos bons, mas não é exigido que se escolha e cumpra somente os bons, mas a sua totalidade, sem excessões.

Se a moral objetiva é incorreta, então de onde tiramos nossa moral? Podemos encontrar respostas na psicologia evolucionária, na matemática e na filosofia e razão. Tiramos nossa ética e moral da razão própria ao envés de consultar uma divindade, e devemos satisfação das nossas ações aos nossos semelhantes e não a um ditador transcendental. Calculamos se vamos ferir ou colaborar com o próximo de acordo com o resultado das nossa atitudes conforme demonstra a Teoria dos Jogos. Sabemos que algo é melhor para uma sociedade, conforme a filosofia utilitária pode nos mostrar, já que há leis e costumes que otimizam o bem estar dos indivíduos ao contrário de outras que meramente refletem tradição(Livros sagrados comumente reprimem mulheres, mas nós sabemos que isso não contribui ao bem estar), e que a moral ao contrário do que se pensa não é completamente relativista, o que é ruim em uma sociedade ainda pode ser ruim em outras sociedades humanas ou em diferentes espécies. Evolucionariamente sabemos que mais vale para uma espécie colaborar para a sobrevivência, e se não fosse assim, seres humanos nunca teriam chegado ao ponto de receberem os mandamentos de Moisés, pois se já não soubéssemos que matar uns aos outros desrregradamente fosse contra-producente, a humanidade teria desaparecido há muito tempo.

As explicações do parágrafo acima mostra a realidade da crença de muitos teístas no Deus das Lacunas, onde este cada vez mais desaparece assim que podemos melhor explicar a verdadeira natureza na nossa existência. A moral secular hoje é superior a objetiva cristã ou qualquer outra teísta.

Referências:
EvilBible.com: Slavery in the Bible - http://www.evilbible.com/Slavery.htm
Iron Chariots: 50 Reasons to believe in God. Reason 25: Morality - http://wiki.ironchariots.org/index.php?title=50_reasons_to_believe_in_god#Reason_25:_Morality
Wikipedia: Dilema dos Prisioneiros - http://pt.wikipedia.org/wiki/Dilema_do_prisioneiro
Jesus revogou a lei do antigo testamento? - http://www.estudosdabiblia.net/bd13_07.htm
Wikipedia: Utilitarismo - http://pt.wikipedia.org/wiki/Utilitarismo

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Deus existe porquê... #1 Senão não teríamos moral! (Dilema de Eutífron)

Premissa 1# : Se Deus não existe, moral objetiva e deveres não existem;
Premissa 2# : Moral Objetiva e deveres existem;
Conclusão : Então, Deus existe.
O argumento da moralidade é com certeza convincente, se nunca ouvimos ou lemos os problemas nela. O primeiro problema é a segunda premissa da existência de moral objetiva, que assume que existe uma moral objetiva. Segundo o apologista William Lane Craig, valor de moral objetiva equivale afirmar que algo é bom independentemente se alguém acredita que esse algo o é, neste caso não importa o contexto de uma sociedade, o que é bom sempre será bom. Isso cria um problema: então porque hoje uma moral secular existe e esta é considerada a melhor opção?

O segundo problema é a primeira premissa que assume que somente com um Deus a moral objetiva e deveres existem, o que implica no problema do Dilema de Eutífron.

Quero começar pelo dilema neste post, proposto por Sócrates a Eutífron, um fervoroso crente da antiga religião grega. A pergunta é a seguinte: O que é bom, é bom porque os deuses dizem que é bom, ou o bom o é, e por isso os deuses dizem que é bom? Pense um pouco sobre isso, e sobre as consequências das respostas a essa pergunta.

O que é bom, é bom porque os deuses dizem que é bom

Se o bom é bom pois os deuses dizem, então isso significa que se os deuses desaparecerem o que é bom deixaria de ser bom. Se deus não existir, nós perderemos a noção do que é bom ou ruim? Creio que não, já que podemos provar que algo é bom fora dos métodos e ensinamentos da religião. Dizíamos que a bondade era inspirada por Deus, e pessoas que possuíam Deus em si podiam fazer coisas boas por isso, se alguém ainda vê assim está ignorando a realidade e está somente contando o que somente confirma sua crença, pois pessoas sem religião(ou que seguem religiões "falsas") são capazes de fazer o bem. Uma comum racionalização deste fato é o suposto livre arbítrio concedido, onde qualquer criatura de Deus pode fazer o bem pois é inspirada naturalmente por Deus, mesmo se este indivíduo o "rejeita" tornado-se um ateu. Novamente torna-se irrelevante a presença ou não de um Deus para se ter moral, pois não importa em que se crê, a moral já estaria inserida na criatura.

O que sobrevive é a criação da moral pelos deuses, mas os torna incapazes de influenciar se alguém será bom ou ruim após a criação desta. A fé para ser bom se torna inútil, já que a bondade existe mesmo se Deus tiver já existido, criado a moral, e morrido.

O bom o é, e por isso os deuses dizem que é bom

Por outro lado se o bom o é naturalmente, então Deus (ou deuses) não criaram o que é bom, e são submissos como nós mortais as mesmas regras e a mesma moral. A conclusão já implica a total falta de influência sobre a existência da bondade numa sociedade ou em um indivíduo, já que estes podem fazer escolhas por conta própria, sem a interferência divina.

Não importando a resposta, a conclusão que tiro é a mesma: a noção de bom ou ruim é independente da existência de uma divindade. A definição Teísta de Deus e sua influência no que é certo e errado, de acordo com o que observei acima, é inválida.

Continuarei expondo mais sobre o que é a moral secular, e como ela é superior a uma moral objetiva no próximo post.

Referências:
Morality 3: Of objetivity and oughtness - Qualia Soup http://youtu.be/sN-yLH4bXAI
Wikipedia - Dilema de Eutífron http://pt.wikipedia.org/wiki/Dilema_de_Eut%C3%ADfron
Willian Lane Craig http://pt.wikipedia.org/wiki/William_Lane_Craig

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

A moral objetiva cristã por C.S. Lewis

"Estou tentando aqui evitar que alguém diga a grande tolice que sempre dizem sobre Ele: 'Estou pronto para aceitar Jesus como um grande professor de moral, mas não aceito Sua reivindicação de ser Deus.' Essa é a única coisa que nós não devemos dizer. Um homem que era apenas um homem e dissesse o tipo de coisas que Jesus disse não seria um grande professor de moral. Ele seria ou um lunático - no nível com o homem que diz que ele é um ovo cozido - ou então seria o Diabo do Inferno. Você deve fazer sua escolha. Ou este homem era, e é, o Filho de Deus, ou então um louco ou algo pior. Você pode tê-lo por um tolo, pode cuspir Nele e matá-Lo como um demônio, ou você pode cair a Seus pés e chamá-lo Senhor e Deus. Mas não vamos vir com algum disparate sobre ele ser um grande mestre humano. Ele não deixou que se abri-se essa opção para nós. Ele não teve esta intenção."

- C.S. Lewis - "Cristianismo Puro e Simples" - 1944

Direto da boca de um famoso apologista. Ou você crê que Jesus é filho de Deus, e POR ISSO ele é moral, ou, acredita que a moral é subjetiva e a melhor forma de encontrá-la é de forma secular através do debate.

Essa é a resposta do Dilema de Eutífron dos cristãos: Moral é objetiva e provinda de Deus através da Bíblia. A moral secular e o relativismo social é inferior a Bíblia, e cristãos NÃO podem aceitar a moral mais correta como uma moral subjetiva. Eles NÃO podem dizer que fazer o bem é bom porque faz bem para nós ou qualquer justificativa naturalista, eles DEVEM dizer que é porque Deus mandou.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Porque ateus são tão arrogantes

Tenho uma explicação do porquê Ateus se acharem tão inteligentes e por isso arrogantes. Debater cristãos, depois de estudar só um pouco, é como ir para uma luta de Muay Thai com um Tetraplégico... é um enorme inflador de Ego, e é difícil se manter humilde sendo ateu na presença de tantos crentes que não testam suas próprias crenças. E em qualquer situação, uma pessoa que desafia suas idéias sempre vai parecer arrogante e espertalhão... lembra daquele prof. foda Phd que você odiava porque você nunca estava certo com ele?

O melhor argumento que vi até hoje para as religiões é o argumento Cosmológico de Kalam, mesmo assim nem mesmo prova que a Bíblia é a melhor fonte (também por que não é uma prova, é um argumento).

domingo, 7 de agosto de 2011

Tudo que eu precisei para saber sobre ceticismo, eu aprendi com Scooby-Doo

  • Uma afirmação paranormal é somente outro mistério a ser resolvido;
  • Não importa quanto louca seja uma afirmação, alguém vai sempre acreditar nela;
  • Ver não é o mesmo que acreditar;
  • Ceticismo pode ser divertido;
  • As pessoas criam farsas por vários motivos diferentes;
  • Testemunhas e pesquisadores podem estar dentro das farsas;
  • Farsários são motivados frequentemente por dinheiro;
  • Até centenas do mesmo tipo de mistério podem todos serem a mesma farsa;
  • Até uma explicação absurda baseada na realidade é mais provável do que uma adivinhação sobrenatural.

Fonte: http://www.skeptic.com/the_magazine/archives/vol15n01.html