segunda-feira, 3 de setembro de 2012

O ataque falho ao racismo enrustido.


Você vê pessoas publicamento, pela televisão, livros, papers, jornais, filmes, defenderem publicamente o racismo? Não. Porém eu e você concordamos que assistimos pequenas pessoas no nosso dia-a-dia defenderem abertamente isso, prejudicando profissionalmente outros indivíduos, e implicitando certas discriminações enrustidas em discursos públicos. Essas pessoas ao serem denunciadas são corrigidas, e isso está certo. Eu defendo essas pessoas de defenderem suas idéias, apesar de não defender suas atitudes, porque elas serão corretamente corrigidas, convencidas do contrário ou inclusive até mesmo punidas juridicamente por essas atitudes se não se corrigirem.

O que parece incorreto e desproporcional na minha opinião porém é procurar de forma paranoica e conspiratória de que pessoas e organizações escondidas estão promovendo o racismo conscientemente. O correto é sermos conscientes de que o racismo do sistema é uma herança social, as quais as pessoas estão sendo omissas em atacar, e não que eles estão lutando positivamente para estabelecer.

domingo, 1 de julho de 2012

Procriadores Alpha, criadores Beta.

Vamos supor um simples cenário, e nele certas diferenças limítrofes serão feitas para fins de argumento. Isso significa que o suposto universo do cenário é mais preto e branco do que a realidade.
Uma linda mulher, que não é necessariamente nem alfa nem beta, conhece um homem, do tipo macho alfa. Esse homem não precisa ser necessariamente belo, porém como em todo alfa, suas características físicas ou de personalidade dão a ele certa prioridade de escolha na seleção sexual. Do fruto deste encontro surge um filho(a).
Machos alfa são estatisticamente parceiros ruins, e isso pode ser explicado por várias causas, como o fato de mulheres pagarem mais na reprodução (meses de gestação) e por isso tendem a serem mais fies, e requerem parceiros fies para garantir a sobrevivência da prole. Homens não tendem a serem fies porque pagam menos na reprodução (basta uma noite de sexo e o trabalho está pronto), o que se manifesta mais forte num alfa já que ele possui preferência entre as fêmeas em comparação com outros machos.
Porque o homem é um pior parceiro, ou porque a fêmea levada pelo instinto, se uniu ao homem cedo demais, ambos se separam.
A Mulher, por necessitar de afeto e de proteção de seu filho(a), ambos determinados pelo instinto, é guiada a se unir a um macho beta, e este assume a guarda do filho(a), e por não ter preferência na seleção sexual, tende a valorizar mais a parceria com uma bela mulher que não lhe daria prioridade em outro caso.

Respostas prontas e simples para perguntas comuns

Você é (ateu|cético)? Então você não acredita em nada?
Resposta: Existe mais coisas além de (inserir religião ou pseudo-ciência do inquisidor). E ceticismo e cinismo são coisas diferentes.


Se você não adora a (figura de autoridade absoluta do inquisidor), então adora a si mesmo, ou a dinheiro. Nós sempre adoramos alguma coisa, não é?
Resposta: Falsa dicotomia. Nada precisa ser adorado.

sexta-feira, 16 de março de 2012

O Instinto da Censura. Extraído de um discurso de Christopher Hitchens

Acerca desse instinto sensorial: nós basicamente já sabemos o que precisamos saber, e nós já o sabemos a um longo tempo, ela vem na forma de uma velha história, denovo um grande Inglês (..) Dr. Samuel Johnson, o autor do primeiro grande dicionário da língua inglesa. Quando este foi completado, ele foi aguardado por várias delegações de pessoas para congratulá-lo, (..) também por uma delegação de respeitáveis senhoras de Londres (..). Dr. Johnson, elas disseram: "estamos encantadas em descobrir que você não incluiu nenhuma indecência ou palavras obcenas no seu dicionário."

"Senhoras, disse Dr. Johnson, "Eu posso parabenizá-las em serem capazes de procurarem por elas.

Qualquer um que é capaz de entender essa piada, entendeu o ponto sobre a censura, especialmente pela restrição por antecipação, que como é sabido nos Estados Unidos é banida pela primeira emenda da sua Constituição. Não é possível determinar antecipadamente que palavras são aptas ou inaptas. Ninguém possui o conhecimento que seria necessário para fazer esse julgamento - e mais importante - é suspeito os motivos daqueles que o fazem. Particularmente aqueles que estão determinados a ficarem ofendidos, aqueles que vão através de uma casa de tesouros da língua inglesa (..) em busca de palavras sujas, para satisfazerem a si e algum instinto sobre a qual eu não ouso especular...

- Christopher Hitchens, durante discurso no Canadá em 2006 sobre liberdade de expressão.

O trecho traduzido está no fim do vídeo acima.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Ateus discutindo moralismo na ATEA

Tive uma discussão produtiva hoje na página da ATEA no facebook, e quero registrar aqui caso a discussão suma na nuvem de discussões do site da ATEA:
A discussão está em:  http://www.facebook.com/ATEA.ORG.BR/posts/281203301933479

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Reinstalando o Firmware do SmartQ N7

Depois de deixar o meu tablet SmartQ N7 na mão dos meus primos (todos os 4 menores de 10 anos) brincando com uns jogos que instalei, eles me devolveram o bichinho sem funcionar. Aparentemente o botão de desligar travou, ligando-o e desligando-o contínuamente, ferrando de alguma forma com o sistema Android, o que o fazia parar de iniciar corretamente, e avisando que vários aplicativos estavam falhando e me pedindo eternamente para forçar o fechamento deles. Minha filosofia com tecnologia é que se um aparelho não aguenta na mão de uma criança, então ele realmente não bem feito e testado... então eu engoli e levei na boa que eles haviam quebrado o bichinho(tive que voltar de São Paulo pro Rio sem poder me entreter nele) e tenho estado sem o meu tablet já faz quase 2 semanas.

 Depois de superar a revolta reprimida de ter "perdido" o meu tablet, eu comecei a fuçar como resolver o problema. O SmartQ N7 tem um problema sério, e não é do aparelho em si, a Smart Devices na China parece ignorar que jamais fez esse aparelho, e o seu site carece de suporte... então depois de muito sofrer para descobrir como resolver o problema, estou publicando como fiz aqui:
  1. O que eu fiz foi reinstalar o firmware do aparelho, primeiro baixando o firmware aqui (Firmware SmartQN7_Android2.1_V1.0). Não encontrei atualização pro Android 2.2, e parece que eles não vão lançá-lo .
  2. Depois descomprima-o e copie o arquivo "SmartQN7_AD" para o cartão de memória, se não tiver um cartão de memória eu não sei como fazer o resto do processo, então recomento comprar um.
  3. Desligue o N7 e apertando o volume para aumentar, aperte o botão de ligar. Aperte os dois juntos e aguarde, um ícone roxo/azul aparecerá dizendo que o processo de upgrade do firmware ocorrerá(Segurando o '-" do volume junto com o power ativa o ajuste de toque de tela).
  4. Apenas aguarde que o aparelho vai iniciar o processo de limpeza do aparelho, e vai deixar tudo como ele era quando você o comprou. Somente o conteúdo do aparelho vai ser resetado, e não o conteúdo do cartão de memória, então não se preocupe que nada no cartão será perdido.
Parece que mesmo se a SmartDevices fornecer uma atualização, todas as configurações do aparelho serão resetadas, já que o processo de reinstalação e upgrade são os mesmos neste aparelho, e no meu caso tudo foi resetado, então fica o alerta.

O meu voltou a funcionar perfeitamente, tirando o inconveniente ele resiste bem fisicamente na mão de crianças, exceto pelo defeitinho do botão de força. O SmartQ N7 está pronto para mais um round de testes na mão de curiosos, crianças ou não.

sábado, 19 de novembro de 2011

Deus existe porquê... #2 Porque sim!

"Porque sim", claro, nem parece uma resposta, apesar disso ainda sim é uma resposta ouvida comumente. Eu assumo que essa resposta não é pronunciada desonestamente, e especulo do porque dela. A resposta é uma tautologia, ela existe e é prova dela mesma: Deus existe porque ele existe. Bem, se eu vejo hoje o contrário, então obviamente o ônus da prova está comigo e outros ateus, já que a crença em Deus é natural, e afirmar o contrário precisaria de uma comprovação.

Daí eu tiro a explicação do porque da resposta curta do "sim porque sim", já que na vista do crente é natural crer na existência e na validade do teísmo, já que naturalmente se crê. A premissa, porém, está incorreta. Crer em Deus não é natural, ao contrário do que superficialmente se percebe. Um recém nascido não naturalmente crê, nem precisa crer, em uma divindade, essa asserção vem da presunção de que todas as sociedades humanas possuem ou possuíram uma divindade, e por isso haveria indícios de que uma divindade nos desenhou com essa necessidade.

Se alguém crê nessa característica humana, é certo afirmar que ela também vai crer que a divindade desenhou o homem assim, pois a outra posição é incorreta de afirmar que porque o homem naturalmente crê, naturalmente uma divindade existe, se o homem naturalmente crê, isso não pode ser acidente para o crente, isso deve fazer parte do projeto divino. Apesar disso, essa é a base do argumento cosmológico da causalidade, onde se algo existe, ela em si prova o design. Assim sendo: se tudo existe, tudo teve que ser criado por algo ou alguém. Esse argumento é conhecido também como Argumento Cosmológico de Kalam.

Nem todas as sociedades humanas creem em uma divindade transcendental. Historicamente falando, a maioria creu em religiões, mas apesar disso, nem todas essas religiões possuíam Deuses, e posso dar alguns exemplos como o budismo(600 AC), confucionismo(500 AC), taoísmo(200 AC), jainismo(800 AC), nos mostrando que apesar do surgimento do dogmatismo ou da fé, Deus não está embutido na natureza do homem, e por isso não existe sempre em todas as sociedades humanas.

Então porque da resposta curta que não responde a nada? Porque como em todas as tradições humanas, costumes e crenças são passadas de pai para filho, e assim a ilusão de que essas verdades herdadas são absolutas é plantada, não por um ser sobrenatural, mas pelos nossos antepassados. O que demostra novamente a força da tradição e do dogmatismo, mas não de uma divindade. Isso ocorre é claro, somente em sociedades teístas, e não com sociedades seculares.

Se crer em um Deus não é natural, então a posição natural é o ateísmo, que é a posição fora da crença em um Deus, trazendo novamente o ônus da prova para aqueles que creem em divindades.

Saber que crer em Deus não é natural, não é nada novo para as religiões, principalmente para as abraâmicas, já que desde pequenas as crianças são divididas e taxadas segundo a tradição de seus pais, fazendo até com que tais costumes sejam confundidos com características raciais, exemplo disso são os muçulmanos que se defendem de ateus e outras religiões acusando-os de racistas. A separação das crianças desde jovens é ensinada inclusive dentro de suas doutrinas, como podemos observar na Bíblia:
"Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele." Provérbios 22,6
Isso nos demonstra, até mesmo dentro da religião que se precisa doutrinar desde jovem para se crer, pois a crença não é natural, sendo essa ausência de crença vista ainda como um desvio moral natural, ou "pecado". Isso contrasta com outras passagens como:
"Depois trouxeram crianças a Jesus, para que lhes impusesse as mãos e orasse por elas. Mas os discípulos os repreendiam. Então disse Jesus: “Deixem vir a mim as crianças e não as impeçam; pois o Reino dos céus pertence aos que são semelhantes a elas”. Depois de lhes impor as mãos, partiu dali."  Mateus 19:13-15
Que nos mostra como a confusão é instalada nas pessoas religiosas desde jovens, já que elas ao mesmo tempo são, e não são puras aos olhos, não de um deus, mas dos seus próprios pais.

Referências
Wikipedia: kalam cosmological argument - http://en.wikipedia.org/wiki/Kalām_cosmological_argument
Wikipedia: Jainismo - http://pt.wikipedia.org/wiki/Jainismo
Youtube: William Lane Criag e o Argumento Cosmológico de Kalam - http://youtu.be/dVsA4Cj_Q6c

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Deus existe porquê... #1 Senão não teríamos moral! (Moral Objetiva e Secular)

Continuando o post anterior.

Premissa #1: Se Deus não existe, moral objetiva e deveres não existem.
O contrário dessa premissa estaria correta? "Se a moral objetiva e deveres não existem então Deus não existe."? Não, não está correta, um Deus ainda poderia existir, porém não seria o ditador das religiões Teístas. Por isso podemos ainda inferir que se uma moral objetiva não existisse, então Yahweh, por não termos suas leis perfeitas, ou é incompetente para nos dizê-las, ou não existe.
Pode-se discordar porém, pois nós temos escrituras sagradas que possuem mandamentos, e estes mandamentos são perfeitos. Estes mandamentos estão longe de serem perfeitos, e se foram inspirados por um Deus perfeito, eu duvido muito, pois a qualidade destes são alcançados por qualquer um ser não-perfeito. Então porque segui-las?

Seres humanos hoje são capazes(e talvez sempre foram) de criar leis e princípios muito melhores por conta própria, e até mesmo os crentes se usam destas ferramentas naturais para tal fim. Podemos observar isso nos malabarismos dos apologistas cristãos que fazem grande esforço para racionalizarem o antigo testamento e seus 613 mandamentos. Porque tentar interpretar leis perfeitas? A comum resposta para passagens sobre escravidão, genocídio, estupro, genofobia e misoginia é que as passagens são comumente lidas fora de contexto, como se possivelmente existisse contexto onde tais atos fossem justificados. Se estas passagens estão lá, e são os mandamentos de Deus, então elas devem ser cumpridas segundo o antigo e o novo testamento(Mateus 5:17-18), porém nem mesmo os crentes a cumprem, nos revelando que tais leis ou não são perfeitas, ou foram criadas em outro contexto histórico onde elas fossem aceitas, e por isso foram abolidas.

Afirmar porém que Jesus trouxe uma nova aliança (Hebreus 7:18-19) é o mesmo que afirmar que o próprio Deus onisciente, onipotente e onipresente é incompetente para saber o que é certo e errado, e saber a verdadeira origem da moral, e por isso errou da primeira vez que tentou ditar o certo e errado, e assim desistiu e liberou a moral subjetiva pelo sacrifício de seu filho para si próprio.

Contexto histórico de uma sociedade influenciando na sua moral é incompatível com a definição do que é uma moral objetiva, nos demonstrando que a moral atual e antiga está mais voltada para uma relatividade e subjetividade, culminando hoje na moral secular moderna. A moral objetiva é inexistente, e se ela o é, também é inválida a autoridade de todos os mandamentos provindos do divino, e não somente isso, mas segundo nosso contexto histórico atual, como a maioria dos crente intimamente concorda, os mandamentos em sua totalidade é maligna, pois nenhum cristão moderado venderia sua filha como escrava(Êxodo 21:7-11), nem estupraria uma mulher para assim obrigá-la a casar com ele. Pode-se sim afirmar que há mandamentos bons, mas não é exigido que se escolha e cumpra somente os bons, mas a sua totalidade, sem excessões.

Se a moral objetiva é incorreta, então de onde tiramos nossa moral? Podemos encontrar respostas na psicologia evolucionária, na matemática e na filosofia e razão. Tiramos nossa ética e moral da razão própria ao envés de consultar uma divindade, e devemos satisfação das nossas ações aos nossos semelhantes e não a um ditador transcendental. Calculamos se vamos ferir ou colaborar com o próximo de acordo com o resultado das nossa atitudes conforme demonstra a Teoria dos Jogos. Sabemos que algo é melhor para uma sociedade, conforme a filosofia utilitária pode nos mostrar, já que há leis e costumes que otimizam o bem estar dos indivíduos ao contrário de outras que meramente refletem tradição(Livros sagrados comumente reprimem mulheres, mas nós sabemos que isso não contribui ao bem estar), e que a moral ao contrário do que se pensa não é completamente relativista, o que é ruim em uma sociedade ainda pode ser ruim em outras sociedades humanas ou em diferentes espécies. Evolucionariamente sabemos que mais vale para uma espécie colaborar para a sobrevivência, e se não fosse assim, seres humanos nunca teriam chegado ao ponto de receberem os mandamentos de Moisés, pois se já não soubéssemos que matar uns aos outros desrregradamente fosse contra-producente, a humanidade teria desaparecido há muito tempo.

As explicações do parágrafo acima mostra a realidade da crença de muitos teístas no Deus das Lacunas, onde este cada vez mais desaparece assim que podemos melhor explicar a verdadeira natureza na nossa existência. A moral secular hoje é superior a objetiva cristã ou qualquer outra teísta.

Referências:
EvilBible.com: Slavery in the Bible - http://www.evilbible.com/Slavery.htm
Iron Chariots: 50 Reasons to believe in God. Reason 25: Morality - http://wiki.ironchariots.org/index.php?title=50_reasons_to_believe_in_god#Reason_25:_Morality
Wikipedia: Dilema dos Prisioneiros - http://pt.wikipedia.org/wiki/Dilema_do_prisioneiro
Jesus revogou a lei do antigo testamento? - http://www.estudosdabiblia.net/bd13_07.htm
Wikipedia: Utilitarismo - http://pt.wikipedia.org/wiki/Utilitarismo